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RETIRO DE INVERNO

Alcançar as folhas que brincam na a remada do vento Aquecer o nariz Carlos Gorriarena Na pele Ruborizada de beijos Dormir abraçada aos travesseiros Esquecer o relógio Nas gavetas dos meses Que se misturam, Com as estações Reger a orquestra da vida Com, maestria.amar Como se fosse O último dia Calar, Na audição da poesia Beijar reinventando uma sinfonia Inspirando um poema

Despertar

Madona con il bambino - Tiziano Vecellio Afogo minhas mágoas Segurando os joelhos contra o peito avistando um fio de céu que surge Entre a escuridão Esqueço de dizer meu nome Rio, e choro. Todas as manhãs Não pude te dizer: Se aprendo a gostar de mim Também posso gostar de ti, ou. De escrever Saí do inferno e então, o velho mundo não coube mais nas minhas mãos, e as nuvens não eram mais sinais de chuva E agora procuro O paraíso, que se esconde. No oásis que são tuas palavras No porto Onde teus olhos me guiam, Pela noite No beijo Que pode ser infinito Ou, breve, Pleno, fugidio

Mantra´s Love

A poesia é a manifestação do inconsciente coletivo.Ela pode espelhar o sentimento momentâneo do artista e, refletir as sensações das pessoas, que procuram no poema um eu, que não se encontra mergulhado em sua alma. A arte tem dessas coisas: criar sensações e, manifestações imediatas.que podem ficar para sempre no cosmos .

Movimento

A criação de Adão, Michelangelo abro tuas carnes e, minha língua. passeia livremente pelo teu sexo anuviando a paisagem que se esconde através das cortinas movendo as águas dos rios, inundando, tua boca preenchendo teus poros, com a essência macia que escorre do meu corpo, despindo a menina e,cobrindo a mulher ce voluptuosidade devorando a natureza inocente, que se esconde no teu peito incendiando teu corpo de estrelas

Liberté

GORRIARENA, CARLOS* (1925) La sombra como un río,1992 Um coração livre precisa de espaço silenciar no ócio respirar poesia A água que escorre do céu, purifica o passado Celebra o presente Transcende velhas idéias Morre-se um pouco todos os dias para vivificar E, se perder no véu da inocência. Encontrar a criança Que brinca com as nuvens Ir de encontro à tempestade Amar – sem criar personagens {Libérer Libertar-se
running on beach,Pablo Picasso DEMORA INDEFINIDA Há páginas em branco Que devem ser preenchidas Em letra miúda um fraseado simples Quase infantil Para, que as portas continuem abertas E, as ruas desertas Quando a noite chegar E, as brumas esconderem nossos sentimentos mais secretos Há o tempo cristalizado como um Senhor de barbas longas Mas, que é um apenas um menino Desejoso, que sua pipa coberta de estrelas Se perca no azul do céu Há lembranças emaranhadas entre os espaços de um pensamento, e imagens que lutam, com palavras Há os espelhos Que não nos escondem a verdade Há os amigos, que ora amamos ora odiamos pela sinceridade, e que cativamos, para compartilhar a vida. Há alguém que idealizamos. Além de nós, Nossos pais E, que queremos bem. e, sonhamos flutuar por toda eternidade de um momento
Odd Nerdrum/Norwegian, b. 1944 /Spring, 1977/ Oil on canvas MEDITAÇÃO Vou fatiá-lo em pequenos pedaços Preenchendo-os com saliva Enleando o néctar Que, incendeia teu sexo Cobri-lo de beijos Até a virilha Titubeando, como se embriagada Respirar as palavras que povoam a atmosfera lúgubre na sala onde o sol invade as janelas e, os amantes despem-se sem pudor. Mergulho na tua decência {Mastigo tua inocência}. Enlambuzo tua moral de poesia Visto as botas Dispo as máscaras E, te deixo adormecer no meu colo. Um filhote manso Repousa entre minhas pernas Flutuando na minha essência Devorando minhas entranhas