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Adormeci na melodia

Quando a lua reapareceu depois da ventania Eu liguei o rádio e adormeci na melodia. A batida na porta me levou a embriaguez de mais um dia sem você e, a nossa insensatez -Foi dona Maria, que pediu minha atenção Trazia embaixo das axilas: um envelope lilás, um crucifixo e, um pão. Era você amor ,que mandava me chamar Cê mandou avisar que a mainha adoeceu As portas estão abertas ainda era todo meu. Mas o rio que corre e em mim mudou a travessia Eu agora sou poeta Minhas asas procuram a ventania. E,quando eu respondi : Maria...... Foi que tudo escureceu: -Eu disse que não mais voltaria, que não era mais sua e nem você mais meu. Nunca mais foi noite ou dia, e Janaína enfureceu Derrotou homens no mar e, a maresia escondeu. Quando eu fui embora A porta nunca se fechou Eu ainda sabia,que era meu meu grande amor. Mas o rio que corre e em mim mudou a travessia Eu agora sou poeta Minhas asas procuram o ar a ventania.(Angélica Rizzi)

PARA LEMBRAR RUTH SCHNEIDER

Foi oficializada dia 18.11 a exposição Saudades de Ruth Schneider (1942 – 2003) , no 4º andar do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1.223), com entrada restrita para convidados,– Pinturas Inéditas. A mostra lembra os cinco anos da morte da artista passo-fundense. A curadoria é de Zé Augustho Marques. A visitação, de amanhã até 3 de dezembro, sempre de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábado, das 11h às 18h. Entrada franca. O evento contou com a participação de vários artistas, admiradores, e da imprensa local, que foram prestigiar o evento.Estiveram presentes o presidente da associação Chico Lisboa André Venzon, a produtora cultural Glória Athanázio, o jornalista Tatata Pimentel da TV Com , Tom Miranda, filhos e parentes da artista, entre outros.E, contou com a performance musical e poética de Angélica Rizzi, Jottaga e Jairo Klein.

Bonjour la primavera

Ensaio um verso ao cruzar o ipê amarelo Cantarolando uma canção, em versos livres sinceros Absorvo a estação Cristalizo tudo que se foi Construo com flores, e poesia o refrão Quero me entregar a estação dos singelos prazeres, Como se nunca fosse morrer Observar o horizonte e, um pedaço de céu onde, as nuvens pairam como gaze. Na leveza dos meus pensamentos:e , renascer: no movimento elegante dos pássaros na suavidade do anoitecer, na alma, que se entrega a chegada da noite espaçada viver por viver. Adormecer na imagem das gaivotas na margem doirada do rio, Onde minha mente passeia Descansar no teu silêncio, mergulhar no olhar, que sorri amar por amar sem pensar em outra estação encontrar o amor verdadeiro antes da chegada do verão.(Angélica.Rizzi)